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5 de jun. de 2016

Abusos na Infância e Adolescência

Eu sei pessoal, que eu vivo falando que eu vou voltar, mas nunca volto. Dessa vez eu tô aqui e pra escrever um big textão. Atualmente andam relatando sobre a situação da mulher na qual foi abusada violentamente por trinta ou trinta e três homens daqui, e isso eu acho o fim pro nosso país. Eu já andava com nojo do Brasil, agora mais essa, foi o que me deixou cabisbaixa. E tendo esse assunto em alta, decidi então revelar parte da minha vida "feliz". Que na verdade, não foi basicamente bem contente como cito. 
Falarei aqui o que aconteceu comigo quando pequena e adolescente, e tudo que digo aqui, como sabem é verdade, até porque é meu blog pessoal. Quem quiser ler, leia. Mas escrevo pra mim mesma, na realidade, e não para os outros. (?) Gosto do pessoal que visita, claro, fico feliz que ainda tem gente que lê, mas... Vocês entenderam, aqui é como um diário pra mim. 

Enfim, vou começar falando sobre o que aconteceu comigo aos meus 7 anos de idade. Em torno dos 7 ou 8 anos de idade. Eu, quando pequena, tive muitos amigos homens na infância, porém o que relatarei aqui será de um casal de irmãos. Vamos chamá-los de G e T. 

Eu, como toda garota, dessa idade gostava de brincar. Eu nunca fui muito de querer brincar de Barbie, aliás sempre detestei bonecas ou brincadeiras de casinha, ou coisa do gênero. Sempre gostei mais de correr, esconder, vídeo game, bonecos de ação, carrinhos e entre essas coisas, por isso sempre me dei melhor com os meninos, nessa fase. Frequentava muito a casa do G e do T. G era o que sempre me chamava e o T era o caçula dentre os dois, porém quando o G não ficava por perto sempre aconteciam coisas nas quais eu nunca gostei de relembrar da minha infância. 

T me pedia pra eu ficar nua e me tocar na frente dele enquanto ele fazia o mesmo. E eu, não sabendo dizer não, ficando constrangida, LÓGICO, fazia, por sei lá. Não que eu gostasse, sempre tentava fugir dessas coisas ou de ficar só com ele, quando o G não tava por perto. Como eramos crianças, ficavamos nus na frente um do outro. Lógico que eu nunca via nada de mais, mas naquele dia, ele veio com uma pergunta muito estranha: "Raquel, vamos transar?" Eu fiquei pasma, e até com nojo. Não sabia nem o que era, mas repodi na hora. Fugi, literalmente. Teve vezes que ele ligava a TV e colocava em canal pornô.. E caraca, mano. Eu tinha essa idade e ele era mais novo que eu e já era tarado assim. Credo. Foi a primeira vez que eu vi o meu primeiro boquete e sinceramente, preferia não ter visto isso, não assim. 

Quando nossos pais viajavam juntos, que isso normalmente acontecia bastante na minha infância, não mais. Enfim, continuando; Numa dessas viagens o T foi numa casinha que tinha na pracinha comigo, e eu pensando que era pra brincar de alguma coisa, e na verdade ele queria que a gente ficasse nu e transasse ali mesmo. 

O caso com o T acabou assim que eu dei uma parada de ir na casa de ambos, e eu ter falado pra mãe dele dos respectivos abusos que eu andava sofrendo. Não achava normal o que ele fazia. Acabei desabafando pra mãe dele. O que eu soube, foi que ele ganhou uma bela surra. 

O outro caso, que seria com o G, foi apenas uma vez, e foi quando tava com outro amigo dele, que iremos apelidar de M. Eu dormi na casa do G, assim como o M, por ser o melhor amigo dele. Já o conhecia de anos e tal. Só que no dia seguinte, quando acordei vi que o meu rosto tava todo melado, e velho... Só de tempos depois pra eu sacar que aquilo era... Porra. Pois é. Quiseram me trollar, mas era uma brincadeira pesada pra se trollar com uma criança né? Eu tava com uns 10 anos na época, eu lembro. 

Segunda Fase será dividida em duas partes. A primeira é da sexta série até a sétima. A segunda parte da oitava série até o terceiro ano. 

Na sexta série eu conheci, quando andava de Combi, o Tiago G. Um aluno que estudou comigo no mesmo colégio que o meu, porém éramos de séries diferentes. Eu tinha, o que? 12 anos naquela época, e ele tinha uns 16. Eu ainda era uma criança em relação a essas coisas. Pensávamos em ficar, selinhos, e coisas do gênero. O Tiago, por ser mais velho, pensava já em sexo, trepar e pegar mulher. Isso, a minha inocência não percebia, de jeito nenhum. 

A história com ele foi extensa, porque, naquela época eu era como toda garota boba e bem apaixonada. Eu tinha um crush que que vamos apelidar de A, que era colega de classe desse Tiago aí. Eu era absurdamente apaixonada por ele. E como era criança, era aquelas bobas, que pensava que eu poderia tê-lo mesmo pra mim, sendo que o cara cagava e andava pra minha existência. O Tiago viu e usou isso contra mim. É, da pior maneira possível. Ele dizia que o A me amava, e o meu amor era correspondido. Ele me mandava mensagem por web dizendo que era o A e dizia que me amava e o caralho a quatro. E eu acreditando, no inicio, por ser uma anta. 

Chegou ao ponto dele me ver nua na sala e tocar a mão em mim. Não me masturbar e nem nada do tipo, mas me alisar. Um tempo depois me deu uma camisinha dizendo que era o A que tinha me mandado. E mais um tempo ainda, ele começou a exigir fotos minhas nuas, e querer fazer sexo comigo, relatando que o A, queria que alguém de confiança me "comesse" pra eu ficar "boa" pra ele. Ah, tá bom. No fim, eu mandei umas que eu tinha quando eu tinha 6/7 anos. Tinha bosta nenhuma. 

Claro que o tempo foi passando, e eu comecei a ir percebendo que eu não ganhava nenhum retorno do próprio A, era tudo história do Tiago. Porque o A, nem se quer falava comigo pessoalmente, e quando eu tentava, ganhava foras direto. Ou sejá, meu primeiro fora foi assim. Foi quando comecei a perceber que ele mentia pra mim. No primeiro dia da oitava série, eu exigi minhas fotos se não chamaria a polícia. Nunca mais veio atrás de mim. 

Essa se encerrou a primeira parte. Agora sim partiremos para a segunda, e digo mais, a mais dolorosa que eu já tive. Pois eu até hoje não sei o que sentia. Quer dizer, se era tesão/ódio, ou amor/ódio. Algo assim, mas é abuso, pois no momento que eu pude me livrar do cara, eu sai correndo pra liberdade. Digamos assim. 

Vamos apelidar esse como JP. Vocês conhecem House M.D? Pois então, o JP, a personalidade dele, descaradamente eram iguais. Eu acho que o Diretor de House, antes de fazer o seriado conheceu o JP, achou intrigante o jeito que ele é, e resolveu fazer uma série, porque não é possível. Quando comecei a ver o seriado, fiquei de boca aberta com tamanha semelhança. (Atualmente o JP não é mais assim, ele mudou pra melhor. Graças a Deus, e estamos bem, atualmente.) 

Na oitava série eu havia me mudado recentemente de turma, de uma turma tipica americana, que só quer saber de balada, bebida e gente "pop", pra uma turma de retardados. Essa era a minha turma. Eu era uma das pessoas mais excluídas da sala, no caso, eu sempre fui. Mas logo achei a minha "turminha", que era um bando de guris. Pacheco, JP, Arthur, Kainã, Jean e eu. A única garota que andava com eles. Quando começamos a conversar e a conviver, no inicio pareceu tudo bem, mas com o tempo... Vocês sabem como os garotos são idiotas e já pensam que a guria é guri e pode entrar na brincadeira junto né? Então, foi isso que aconteceu. João começou a me tratar mal me chamar de retardada, mangolona. E uma série de outros apelidos que eu não suportava, além de me ridicularizar. Isso me irritava de mais, mas embora tudo isso, éramos um grupo e faziamos trabalho juntos. O JP e o Pacheco eram os mais nerds da classe, e eu era a mais burra da classe. Eu sempre tirava quase "0" em tudo. Quase rodada em todas as matérias. Mal ou bem, eu precisava da ajuda deles, e sair dali, não teria como. Não naquela situação. Pois eu odiava estudar, a única vida que eu gostava e apreciava ter, era o mundo do computador. E era por isso, que eu nunca terminava amizade com o JP no tempo de escola. Eu só cortei relações, foi depois que o colégio acabou. Foi quando eu fiquei um ano literalmente sem falar com ele. Lógico que ele foi atrás e me procurou depois. Maaas... Muita coisa havia mudado já e eu tava bem madura. 

Mas voltando, pra não perder o rumo! 

Um dia ele foi na minha casa, e naquele dia que começou tudo. Iríamos fazer um trabalho em grupo, e nós dois iríamos fazer uma parte dele. Ele começou com um papo de uma brincadeira que dois colegas faziam no tempo do colégio que era de tirar a calça no meio da aula, do nada. Foi então que ele fez isso comigo, consequentemente, eu fiz nele, por sua insistência. E a partir disso, foi um jogo sem fim. Fizemos preliminares naquele dia, e ele gozou tanto que encheu meu quarto de porra. O problema é que o JP sempre me deixou com um tesão enorme, realmente. Porém, o jeito vigarista que ele me tratava era deplorável. 

Primeiramente, se eu contasse tudo que aconteceu daria era um livro sobre o nosso "romance sádico." E não é o que eu quero, não um livro, mas um relato, então falarei o que veio a acontecer de mais marcante. 

Eu tive gravidez psicológica, além de receber leite nos meus seios. O João batia em mim, já tentou atirar cadeiras. Puxou meus cabelos com violência, me empurrava com brutalidade. Já me deu tapa na cara. Achava que era o meu dono, mandava e desmandava em mim, no que ele podia. Além de pegar meus lanches sem a minha permissão e comer. Ou seja, arrancando da minha mão e foda-se eu. 

No segundo ano, uma história bem marcante, foi:

Tava na casa com ele, mais a Carol. Uma amiga em comum da gente. Fomos jantar e passar a noite com ela, pra farrear. Ela encomendou uma pizza, e quando formos comer, assim que eu peguei o segundo pedaço, ele fincou o garfo na minha mão. Como eu berrei de dor. Ele me proibiu de comer mais naquele dia. E eu tava querendo matar aquele fdp. Sentei no sofá, e ele começou a me irritar com deboches. Aí eu saí e fui pro quarto assistir TV. A Carol também foi, decidindo, ele, também ir. Em vez de pedir mais espaço, não. Ele simplesmente se atirou em cima de mim e não queria sair mais. Nota: Ele tem quase dois metros de altura e eu 1,56. Dor e sofrimento sem respiração. Saí remando, por baixo. E quando decido ir no banheiro, um lugar calmo e pacato.. JP aparece pra me trancafiar lá dentro e gritar o nome da lenda no qual eu tinha mais medo, a noite. Bati tanto a porta e nele pra poder sair. E quando saí, chamei meu pai e fui pra casa. 
A partir desse dia que eu percebi e decidi que eu jamais veria o JP novamente na minha vida. Pelo menos era o que eu achava, depois que eu saísse do colégio. 
Aturei ele e suas escrotices até o terceiro ano, onde eu precisava, apenas conviver com ele, e nada mais. Chegou o terceiro, deu a festa. Sumi. 
Agora, eu admito que me sinto uma nova pessoa, e muito melhor. Acreditem se quiser... Já desabafei tudo com ele, já taquei tudo isso na cara dele. Hoje, estamos bem e só como amigos, como deve ser, e nada além disso.

Enfim, espero que tenham gostado pessoal. Até a próxima vez onde eu terei inspiração novamente!
Adios amigos! ;D ;**

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